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31.1.12

EDUCAÇÃO PÚBLICA: O Brasil atrás das grades


Esse blogueiro, especialista em nada, foi buscar números que expliquem para onde caminha o Brasil.

Nada mais justo, que fazer um paralelo, entre a educação, e o sistema prisional brasileiro, que são pesquisas, que o "data-falha" e tantos outros institutos de pesquisas, não estão interessados em mostrar seus gráficos, afinal, todos eles, depõem justamente contra a política de estado falimentar e "estado mínimo" que os tucanos, tiveram como mestre o farol de Alexandria FHC, e como protagonistas de quase 20 anos no comando do estado de S. Paulo.

Dados do MEC, demonstram que em 22 Estados, o custo por aluno da rede pública previsto para 2011 ficou abaixo do mínimo estipulado para se ter educação com qualidade, definido pelo CAQi (Custo Aluno Qualidade Inicial) com base no PIB (Produto Interno Bruto) de 2008. De 2010 para 2011, houve um aumento de R$ 300 no valor da anuidade.

O valor estimado pelo CAQi para os primeiros anos do ensino fundamental é de R$ 2.194,56. Nove Estados trabalharão com R$ 1.722,05: Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Paraíba, Pernambuco e Piauí. E chegarão a esse valor com complementação de verbas feita pela União. Apenas cinco unidades federativas superam o valor do CAQi para os anos iniciais. São elas: Amapá, Distrito Federal, Espírito Santo, Roraima e São Paulo.

O valor mínimo por estudante das escolas públicas, das regiões mais carentes será de R$ 1.722,05, segundo a portaria interministerial 1.459 de 30 de dezembro de 2010. A cifra é base para a distribuição de recursos pelo MEC (Ministério da Educação), por meio do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação

Confira AQUI - os valores do FUNDEB, para o ensino fundamental, e AQUI - os valores para o ensino médio.

Agora aqui, vem o paradoxo que as pesquisas ignoram:

Quem acessar o site: www.cadterc.sp.gov.br - onde o governo de S. Paulo, cadastra todos os seus fornecedores terceirizados, e clicar no ícone "alimentação de presos" - irá se impressionar com um documento de mais de 110 páginas em PDF - chamado: "PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE NUTRIÇÃO DAS UNIDADES SUBORDINADAS ÀS SECRETARIAS SE SEGURANÇA PÚBLICA E DA ADMINSTRAÇÃO PENITENCIÁRIA" - onde detalha com todas as minúcias e detalhes, quanto custa um presidiário em S. Paulo.

Só para ajudar na reflexão: No Brasil temos 473.626 mil presos (segundo dados do sistema prisional - dez/2009), 163.915 mil presos estão em São Paulo, ou seja 35% do total.

Tem dados assombrosos sobre a idade dos presos:

*32% - 18 a 24 anos;
*27% - 25 a 29 anos;
*18% - 30 a 34 anos;
*15% - 35 a 45 anos;

Isso nos leva a entender, que 92% dos presidiários brasileiros, estão no auge de sua idade produtiva. 35% da população carcerária, ou seja 165 mil, esta em São Paulo. Aqui, a segurança faliu, a educação faliu, a saúde faliu, o transporte público faliu e ao invés de travar debates sobre "redução da maioridade penal" - deveriamos fazer as perguntas: Quem comanda esse Estado há 20 anos? O que o PSDB fez, para mudar esse quadro em duas décadas????

Um preso custa ao Estado de S. Paulo (aos contribuintes), somente no ítem alimentação a saber: (desjejum, almoço, lanche da tarde, jantar e lanche noturno) R$ 12,78/dia. Se apurado o valor total, o custo/dia de um preso, incluindo-se aí, energia elétrica, água, roupas, cama, e o custo da folha de pagamento dos funcionários de presídios com encargos e toda logística para mantê-lo alí, esse custo, num cálculo rasteiro, não sai por menos de R$ 19,17, valores de 17/08/2011.

Cada aluno de escola pública, segundo o MEC custa no orçamento em média,R$ 1.722,05/ano, isso por 200 dias letivos, dará, R$ 8,61/dia!!! (valores de junho/2011) - ou seja, um preso, custa ao contribuinte, 122,65% mais, que um aluno do ensino médio.

Tem coisa errada???? - Claro que tem!!! E já passou da hora de parar com nossa indignação virtual (pelas redes sociais), sair da "zona de conforto" e parar com essa história de reagir somente no momento do choque, que depois de um dia, passa, a imprensa calhorda, abafa e tudo cai no esquecimento

O Estado de S. Paulo, o mais rico da nação, tem 36% de sua população carcerária composta de jovens entre 18 e 24 anos, atrás das grades, não precisa ser sociólogo, nem ter dado aulas na Sorbone, para chegar à conclusão, que o jovem é a maior vítima da política tucana de gerenciar a educação pública nesse país - e ainda usam o "slogam" - "CUIDANDO DE GENTE"

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