Leitores,A pérola abaixo, está na Folha de S. Paulo de hoje (11/11) - escrita por um dos asseclas dos Frias. Mesmo reconhecendo a partidarização da mídia, não deixa de ser babão, e cumprir a tarefa imposta por seu patrão. O Sr. Fernando Barros, é um dos colunistas mais comprometidos com esse papel dentro do mausoléu da Barão de Limeira.
Na Folha, tem até colunista casada com marqueteiro do Serra (D. Eliane Cantanhêde), que posa de "analísta política" - emite opiniões, pois esse é o papel da sua coluna (não sem antes), tomar a opinião do patrão, afinal, fazer a lição de casa, nas páginas 1 e 2, não é coisa e "jornalista" - é coisa de sabujo daqueles bem pau mandando mesmo. Observem naquele espaço, todos fazem a lição de casa.
Fora da Folha, tem o Noblat, do Globo, que o DEM, arrumou uma boquinha para ele comandar um programa de jazz na rádio Senado, onde ele ganha R$ 40 mil por ano. Declarou na imprensa, que não recebe nada, o trabalho é voluntário. Nem vou comentar Mainardi, Reinaldo Azevedo, pois aí, já puro esgôto, extrapola qualquer lógica.
FHC, escreve artigo, dizendo que que o governo Lula, é um "neoperonismo" - e vejo hoje, "jornalistas" repetindo essa fofoca do ex-presidente, sem nunca ter sabido de fato, o que é Peronismo. É triste ver isso, mas a Fernando de Barros, tem razão, a mídia está partidarizada, sob todos os aspectos. Sua coluna de hoje, sintetiza de forma contundente, porque a Folha faliu.
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A mídia "partidarizada"
Fernando de Barros e Silva (*)Fonte:Folha de S. Paulo
Dilma Rousseff voltou a reclamar da "crescente partidarização da mídia". Disse também que, sem base social, a oposição é hoje quase apenas "midiática". A candidata do PT à Presidência ecoa o que Lula já vinha dizendo. O que pensar desse mantra governista?
A "partidarização" de fato existe. E não só na mídia. Os fundos de pensão das estatais estão hoje nas mãos do PT. As próprias estatais foram aparelhadas de maneira inédita. E há as ONGs, quase sempre de amigos do partido, alimentadas na veia por verbas estatais. O terceiro setor também está partidarizado.
Não é só. O PT de antigamente apostava na autonomia do sindicalismo e dos movimentos sociais em relação ao Estado. Não era o oxigênio da democracia? Hoje, o governo Lula cooptou -com dinheiro e cargos- os sindicatos e o que restou de movimentos social e estudantil.
No Brasil lulista, com "tudo dominado", é irônico que só os partidos não sejam partidarizados. À sombra do poder, vivem misturados, como beneficiários da avacalhação institucional patrocinada por um governo moralmente leniente, mas muito popular, o que inibe a atuação da oposição, que, de resto, não sabe mesmo o que falar.
Nesse ambiente imperial, por que a imprensa ficaria imune? Com publicidade oficial, Lula faz um arrastão nas chamadas mídias regional e popular, todas obedientes ao poder. Na internet, o lulismo multiplica seus funcionários voluntariosos. Há, por parte do Planalto, um esforço metódico para colocar a mídia a serviço do governo -para, numa palavra, partidarizá-la.
A profissionalização da imprensa no país, que vinha ocorrendo, aos trancos, desde a redemocratização, nos anos 70/80, vive hoje um retrocesso. O ambiente senhorial, de atrelamento ou submissão aos poderosos, era visto como algo a ser superado por um jornalismo comprometido com o público, não com o Estado ou gângsteres privados. O PT pôs isso em xeque. Quem não está conosco é inimigo -essa é a lógica subjacente à fala de Dilma. Parece bolchevismo com atraso.
(*) Colunista da Folha de S. Paulo - Texto publicado na edição de 10/11/09.

















