9.2.10

SEM MEDO, CITA MÉRITOS E OMITE ERROS

Algumas curiosidades sobre as declarações do "impoluto" FHC, em seu artigo -"Sem medo do passado" - publicado no Estadão - (07/02) - clique aqui

Quem tem o topete de escrever num jornal "que não tem medo do seu passado", depois de cumprir oito anos e dois mandatos frente ao comando de 200 milhões de brasileiros, precisa de fato, ter uma ficha muito limpa, não ter quebrado o país, por três vezes, não ter escondido um filho legítimo por 18 anos, e nunca haver "sonegado impostos". Tudo isso num país sério, daria no mímino, 25 anos de cadeia.

Relembrando um fato, já empoeirado, cheio de teia de aranhas, mas vamos lá. Fernando Henrique Cardoso, tinha (ou ainda tem), uma fazenda em Buritis (MG), que depois de ocorrido um fato "nebuloso" - ele passou as terras, para o nome dos filhos.

A tal Fazenda Córrego da Ponte, foi comprada, segundo o jornalista Hamilton Octávio de Souza, para o site "Mídia Indepente" e reportagem publicada na revista IstoÉ, no início dos anos 90, numa sociedade, entre FHC e seu amigo e "fiel escudeiro" Sérgio Motta, e alí, ficou registrado alguns fatos, nunca desmentidos, que vão mais ou menos nessa linha.

Na campanha eleitoral de 1985, até umas duas semanas antes da eleição o candidato Fernando Henrique Cardoso estava disparado nas pesquisas à frente de seu adversário mais direto, Jânio Quadros, que acabou levando a Prefeitura de São Paulo. Mas, de qualquer maneira, a campanha de FHC recebeu uma excelente injeção de dinheiro do empresariado paulistano, certo de que se estava apostando no cavalo vencedor.

Ele perdeu a eleição, mas terminou a campanha com boa grana em caixa, no caixa dois, é claro, coordenado pelo amigo inseparável Sérgio Motta.

No ano seguinte, em 1986, nova campanha eleitoral. FHC concorreu e ganhou uma das duas vagas para o Senado, com bem menos votos que o senador Mário Covas. Mas, de novo, FHC teve uma campanha abastada e com boa contribuição do empresariado paulista. Mais uma vez, o mala preta foi o Sérgio Motta.

Dois ou três anos depois surgiram as primeiras notícias de que FHC e Sérgio Motta haviam se tornado proprietários de uma fazenda no noroeste de Minas Gerais. FHC, na época, tinha remuneração de senador e de professor aposentado da USP. No início dos anos 90, a revista Isto É, publicou uma matéria sobre a tal fazenda de sociedade de FHC e Sérgio Motta, na qual se afirmava que o contrato de compra e venda havia sido subfaturado (colocado em preço inferior ao da negociação e do mercado) para justificar a situação de renda do professor e senador Fernando Henrique Cardoso. (Sonegando o ITBI - Imposto sobre transmissão de Bens Imóveis) - regido pelo art. 6 º da Lei 5492/88 - clique aqui - tem o valor de 2,5 a 4% sobre o valor venal do imóvel negociado.

Essa matéria não foi desmentida e também não provocou qualquer investigação do Ministério Público ou da Receita Federal. A matéria apenas reforçou a versão corrente nos meios políticos de que a fazenda havia sido comprada com as sobras das campanhas eleitorais de 85 e 86, administradas pelo amigo e sócio Sérgio Motta.

Ou seja, a grana do caixa dois deveria ter sido contabilizada no caixa geral do PMDB partido de FHC na época das eleições, mas acabou virando propriedade privada. Com a morte de Sérgio Motta, o presidente FHC fez acerto com a viúva Wilma Motta e acabou ficando com a parte do ex-mala preta Sérgio Motta na fazenda. Logo em seguida, o presidente passou a fazenda para os nomes do filhos, embora seja de sua propriedade, pois é ele quem usa e manda no pedaço. A imprensa chapa branca, naturalmente, incorporou essa operação toda sem maiores questionamentos.

Tanto é que trata da fazenda como sendo dos filhos do presidente e nem questiona porque ela deveria ter proteção especial com status presidencial. E jamais foi atrás investigar como a fazenda foi adquirida. O acerto com a viúva Motta envolve também imóveis em Paris, mas isso é outra história.

OBSERVAÇÕES: Em março/2002 - o Movimento Sem Terra, invadiu a Fazenda Córrego da Ponte, e uma rusga antiga, entre FHC e Itamar Franco, quase termina em tragédia, uma vez que Itamar, então governador de Minas, ameaçou, ordenar a Polícia Militar, atirar nos soldados do Exército que faziam a segurança da fazenda invadida, Itamar, ainda ameaçou "desapropriar" a fazenda - leia aqui

O que me intriga, é que hoje, o jornal Folha de S. Paulo, publicou uma matéria do jornalista Gustavo Patu, criticando o artigo de FHC, publicado no Estadão (não sei se por discuido), dos editores, uma vez que são eternos guardiães do ex-presidente.
Como a matéria da Follha é "só para assinantes", quem quiser ler o texto na íntegra, vá ao blog do Nassif - clique aqui - vale a pena, está sob o título: "FHC cita méritos e omite erros"

8.2.10

REDE GLOBO - AS ENCHENTES O LIXO E O CIDADÃO

"350""350"

Rede Globo (Fantástico), criminaliza o cidadão:

Logo na abertura da matéria (ontem), essa é a fala:
"Na maior cidade do país, são 17 mil toneladas de lixo por dia, segundo a prefeitura. Mas nem tudo vai para onde deveria. O amontoado de sujeira, na Zona Sul, por exemplo, passou mais de 24 horas sem ser recolhido".

Observem que na "maledicência" da matéria, mesmo quando a "culpa" é do Estado e Prefeitura, eles "citam" os problemas, porém, omitem a paternidade na ação a ser implementada, deixando o tempo inteiro claro, que o povo de São Paulo, é porco, e o serviço público de coleta de lixo é eficiente, ele está lá, "o cidadão ignora completamente".

Veja que em regiões como Bom Retiro (milhares lojas e centenas de fábricas de roupas) - bem como Parque D. Pedro (região cerealista) - há mesmo excesso de lixo, porém, o caminhão de lixo, passa somente uma vez por dia (está na matéria). A culpa é de quem? - Se existe uma demanda diferenciada, tem que haver tratamento diferenciado, e não é o que ocorrem em termos adminstrativos, ou seja, a Prefeitura é omissa, numa operação básica, a coleta de lixo.

No bairro onde moro, o lixeiro passa as seis da manhã, obviamente, a grande maioria das pessoas, colocam seus lixos prá fora, na noite anterior. Se cai uma chuva na madrugada, também é obvio que a água, irá carregar o lixo, o que a Prefeitura tem feito para sanar o problema? Que eu saiba, NADA! E os meios de comunicação, defendem com unhas e dentes, que o "verdadeiro culpado" - é o cidadão. Sobre a máquina, retro-escavadeira que caiu dentro do Rio Tietê, na semana passada, e ficou com o braço de fora, provando que o rio está cheio de lama, e areia, completamente assoriado (o silêncio, continua). Veja a foto, e leia aqui.

É lamentável, quando a imprensa que deveria informar com isenção, vira partido político.

Leiam esse comentário do leitor: Vinícius Duarte no "blog do Azenha":

"Cabe lembrar que, na licitação do lixo da Marta (cancelada por Kassado/Serra), estava prevista a instalação de containeres nas ruas, por parte das empresas vencedoras. Justamente para EVITAR esse problema. A licitação foi cancelada, por ser considerada "cara demais" pelos atuais "gestores". E o barato, mais uma vez, saiu caro. Mas isso, claro, ninguém vai falar".

6.2.10

INCESTO - O GOVERNADOR E A IMPRENSA

"350""350"

incesto segundo o dicionário, Michaelis: (é) adj (lat incestu) desus Desonesto, incasto, torpe; incestuoso. sm União sexual entre parentes (consangüíneos ou afins), condenada pela lei, pela moral e pela religião.

Essa entrevista, foi ao ar, em outubro/2009, observem a "maledicência" (dos dois). Datena, levantando a bola prá Serra, citando o lixo dentro do rio e culpando a população, para que Serra "nade de braçada" (e nadou) - um gancho, entra a Ticiana (do jornal da Band) - fazendo um "perguntinha" - tipo show da Xuxa, de novo levantando a bola para Serra, que faz um elogio aos "belos olhos da jornalista", tudo num clima de descontração, tipica de amigos, tentando vender uma "simpatia", que Serra nunca teve.

Para comparar como são caras de pau, veja o site dos tucanos, anunciando e "comemorando" em 2004 "o fim das enchentes" em São Paulo - clique aqui - com Alckimin em cima de uma barca, descendo o Rio Tietê.

Observem no início da entrevista, a MENTIRA de Serra, afirmando que o município de Guarulhos - Grande S. Paulo, despeja 100% de seu esgoto sem tratamento no Rio Tietê (leia texto abaixo), onde Guarulhos esclarece, que desde (janeiro/2008) - o município implementa obras, num convênio com o "governador José Serra" e com o governo federal, através do PAC.
Assim mesmo, o governador joga a culpa pela poluição do rio, no município de Guarulhos (por coincidência administrado pelo PT).

Já na abertura da entrevista, a gente passa a entender, o verdadeiro motivo, Serra aproveita as várias levantadas de bola, anuncia mais verbas do BIRD (Banco Interamericano de Desenvolvimento - (600 milhões de dólares) para "enterrar no rio", novamente.

Leia aqui (na íntegra), o texto que os tucanos publicaram em seu site, em 2004 - sobre os valores gastos na obra "grandiosa" de rebaixamento da calha do Rio Tietê, veja um parágrafo:

"O Governo do Estado de São Paulo já investiu mais de R$ 900 milhões nesse grande plano de drenagem, executado pelo DAEE (Departamento de Águas e Energia Elétrica) da Secretaria de Energia. A obra começou em 1998 e está sendo realizada em parceria com o JBIC - Japan Bank for International Cooperation, que financia 75% do programa. Na fase 2 estão sendo aplicados R$ 731 milhões: R$ 537 milhões financiados pelo JBIC e R$ 194 milhões investidos pelo Governo do Estado."

Nunca mais, desde o fim das obras foi desassoreado (silêncio total), leia aqui - e veja qual a situação do leito hoje, completamente cheio de entrulho, lixo e areia, motivo pelo qual, a toda chuva, São Paulo simplesmente naufraga.

A jornalista do blog "VÍ O MUNDO" - Conceição Lemes, tem pautado a "grande" imprensa - e tem sido a única voz a se levantar, e mostrar as mazelas de Serra e Kassab - leia aqui - aqui - e aqui.

Leia aqui, o editorial do Estadão, "Proteção ao Tietê" - de 26/07/2009 - também levantando a bola do governador, e fuzilando o municipio de Guarulhos. Leia um trechinho interessantes do editorial: "No caso de Guarulhos, a prefeitura local tem estado em pé de guerra com o governo estadual e a Prefeitura de São Paulo, recusando-se a tratar seus esgotos. Detentora da terceira maior população do Estado, Guarulhos anula, em boa parte, os esforços do Projeto Tietê para sanear o rio e programas como o de despoluição de córregos, conduzido pela Sabesp e Prefeitura da capital."

Leia aqui, a resposta, ao editorial de JOÃO ROBERTO ROCHA MORAES, superintendente do Saae (Superintendência do Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Guarulhos)

Esgoto no Tietê

A Superintendência do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) de Guarulhos esclarece que o editorial Proteção ao Tietê (26/7, A3) comete erro grave de informação ao destacar que a cidade "se recusa" a tratar o esgoto despejado no Rio Tietê.

Desde janeiro de 2008 o Saae do município executa obras do Programa de Tratamento de Esgoto de Guarulhos, investindo recursos próprios e do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal. Até o momento foram feitos 121,6 km de redes coletoras e 1,7 km de coletor-tronco. O total projetado é de 287,8 km, entre redes coletoras, coletores-tronco e interceptores.

Serão construídas ainda cinco estações de tratamento de esgoto (ETEs). As obras em execução são para implantação de sistemas próprios de tratamento de esgoto (ETEs Várzea do Palácio, São João, Cabuçu e Fortaleza) e para utilizar a ETE São Miguel, pertencente ao sistema metropolitano e operada pela Sabesp. Guarulhos vai poder tratar até 500 litros de esgoto por segundo na ETE São Miguel (Sabesp); o contrato de prestação de serviço foi assinado em 15 de dezembro de 2008.

Para tratar os esgotos na ETE São Miguel Guarulhos, está executando as obras necessárias. As obras dos sistemas próprios em execução darão atendimento às regiões de Cabuçu, Fortaleza, Várzea do Palácio e São João. Já a ETE São Miguel dará atendimento às regiões de Pimentas e Cumbica.

Este ano serão iniciadas obras de outro sistema próprio, ETE Bonsucesso, que dará atendimento a essa região. Guarulhos investirá no sistema de esgotamento sanitário, com foco no tratamento de esgoto, recursos do PAC e, considerando as contrapartidas do município, R$ 249,3 milhões já estão destinados. Estão sendo pleiteados mais recursos para acompanhar o crescimento vegetativo e dar atendimento a outros pontos da cidade. Todos os projetos de Guarulhos para tratamento dos esgotos coletados foram executados com base no Plano Diretor do Sistema de Esgotamento Sanitário (PDSE).

Estudo concebido pelo Saae entre 2003 e 2004, o PDSE avaliou alternativas e indicou os recursos necessários para a coleta, o afastamento e tratamento dos esgotos gerados em Guarulhos. O estudo considera o crescimento urbano até 2028. É importante esclarecer ainda que Guarulhos não pode ser responsabilizada pela poluição do Tietê, já que outros municípios da região metropolitana, incluindo a capital, contribuem para a poluição do rio, pois não tratam 100% de seus esgotos.

O cenário mostra que, mesmo que Guarulhos tratasse hoje 100% dos esgotos produzidos, o Tietê continuaria poluído.

Ou seja, para reverter o quadro à situação ideal (poluição zero) é necessário que todos os municípios da região metropolitana que pertencem à Bacia Hidrográfica do Alto Tietê tratem seus esgotos. Se Guarulhos tratasse 100% dos esgotos que produz, o índice de tratamento na Bacia Hidrográfica do Alto Tietê subiria de 47% para 51%, um acréscimo de 4%.

JOÃO ROBERTO ROCHA MORAES, superintendente do Saae - Guarulhos
miriannunes@saaeguarulhos.sp.gov.br

4.2.10

"BOLSA MARGINAL" - A VERDADE SOBRE A MENTIRA

Ontem, recebí na minha caixa de e-mails, a mensagem abaixo transcrita (preservo a fonte), porém o teor da distorção dos fatos, em razão de ATINGIR OS INCAUTOS pela maneira perniciosa que se dissemina mentiras pela internet - retransmitindo mensagens, cuja origem, ninguém sabe, simplesmente disparam em suas listas de endereços, fazendo de fato, papel de "inocentes úteis", ou de maldade deliberada mesmo.

Quando o remetente diz: "Mais uma conquista do PT" têm origem indeterminada, ninguém, nenhuma entidade assume a sua autoria. O tom é alarmista e o texto contém frases digitadas com letras maiúsculas.

O tal "Auxílio Reclusão" foi criado através da Lei 3.807 /1960 - na gestão do Presidente Juscelino Kubitschek - (1956 - 1961).

Na gestão do Presidente Fenando Colllor de Mello (1991 -1992) - foi aperfeiçoada (talvez em causa própria) através da Lei 8.213/1991, que se encontra em vigor até os dias de hoje, uma vez que num REGIME DEMOCRÁTICO, quem legisla é o LEGISLATIVO, e não o Presidente (senão seria uma ditadura) - a referida Lei, está em vigor, portanto, CABE AOS CONGRESSISTAS, derruba-la.

A direita canalha, fica se utilizando dos "inocentes úteis" - para espalhar essa mentira na internet, associando o nome "Bolsa" - com o intúito de fazer ligação com os programas sociais implementados com sucesso pelo Presidente Lula. Durante os dois mandatos do Presidente Fernando Henrique Cardoso "ELES", nunca se alarmaram com isso - agora "descobriram a pólvora?"

A VERDADE SOBRE A MENTIRA:-
comentário pertinente do leitor "André" - no blog do Nassif.

Simplesmente, não há nenhum absurdo nisso, pois não se trata de assistência social ao preso. Ele só recebe o auxílio, se for segurado do INSS. Ou seja, se ele for trabalhador e pagar em dia suas contribuições previdenciárias.

Não são os demais trabalhadores que pagam por ele. Ele recebe porque ele paga o seguro social. Se não estiver em dia com o INSS, não receberá o auxílio.

Leiam bem a Portaria - clique aqui. Não é novidade. Isso sempre existiu. O auxílio é um seguro que se paga para se poder ter uma renda em qualquer situação de dificuldade para trabalhar: idade avançada, doença, acidente, desemprego, ou mesmo prisão (que pode ou não ser justa!).

Não se trata de uma mamata! Vagabundo não tem direito a isso. Achar isso um absurdo, é como dizer, por exemplo, que alguém que esteja preso não tem direito de receber o seguro do seu automóvel roubado na sua garagem, ou o seguro de sua casa que se incendiou, mesmo pagando certinho as prestações.

Vale lembrar que nem todo preso é bandido. Uns são criminosos profissionais. Outros cometeram um deslize eventual, como dirigir sob efeito de álcool ou brigar com um vizinho.

LEIA (um resumo) DA ASNEIRA que circula na internet:

Programa Bolsa-Marginal:
Você sabia que todo presidiário com filhos tem uma bolsa para sustentar a família, dado pelo INSS, pois o coitadinho não pode trabalhar para sustentar os filhos pois está preso? Chama-se "Auxílio-reclusão" e, pasmem... quem foi preso a partir de 01/12/2009, recebe R$ 752,12 (quanto está o salário mínimo mesmo, para aqueles que trabalham honestamente????).

Tire a dúvida neste "site" : http://www.previdenciasocial.gov.br/conteudoDinamico.php?id=22

3.2.10

"PPP" - É O GOVERNO DO ESTADO "cuidando de você"


A foto acima, é do trem que irá operar na Linha 4, à partir de março/2010 - sem a logomarca do Metropolitano - afinal, a responsabilidade total (e todo o lucro) - será de uma empresa privada.

Caso o leitor mais curioso queira saber o que é "PPP" - (Parceria Público-Privada) - abaixo, entre aspas, é a definição do caso para a Linha 4 do Metrô de S. Paulo - se quiser mais detalhes, na íntegra, clique aqui - site do Metrô. Por outro lado, se quiser saber TUDO, inclusive aquilo que NÃO sai na imprensa, clique aqui, na página "Metrô de São Paulo".

Agora, se você quiser saber, sobre TODOS os acidentes que já aconteceram no Metrô de S. Paulo (isso eles escondem muito bem), - clique aqui

"No caso da Linha 4-Amarela, a PPP prevê a concessão de sua operação comercial, pelo prazo de 30 anos, a um agente privado que terá também a responsabilidade pelo investimento na compra da frota de trens e de outros sistemas operacionais, como sinalização e controle; telecomunicações móveis e supervisão; e controle centralizado".

A tal "PPP" - foi fechada na administração Geraldo Alckimin, com a empresa, Via quatro (do grupo CCR) - que já operacionaliza várias rodovias em S. Paulo. Podem observar na foto, que os vagões são moderníssimos, e não trazem a "logomarca" do Metrô, pois trata-se de uma empresa privada, que irá operar a Linha Amarela (aquela do buraco que engoliu 7 pessoas).
Leia qui - Qual a diferença entre "Metrô Paulistano & Metrô de París" - você irá entender porque estão transferindo para empresa privada. Você irá perceber, como aquilo "que seria" um serviço social, para atender a população que paga impostar, vira um negócio rentável, e visa somente lucro. Quando o papel do Estado, é transformar impostos em benefício para a população.

O modelos de "jestão" tucana, é privatizador em qualquer segmento (inclusive saúde e transporte), pois em se tratando de serviços essenciais, é obrigação do Estado, administrar a operação.

Sou usuário diário, da Linha Vermelha (Leste) - e mais que ninguém, sei que se hoje estamos reclamando da falta de conforto, e do preço R$ 2,55 por passagem, nesta "PPP" - podemos nos preparar, para desembolsar ainda mais dinheiro, para viajar num trem que com certeza, o conforto sempre será incompatível com o preço. Que saibam todos, que o Metrô de S. Paulo, é de longe, o mais curto do mundo com 65 kms de trilhos, e também, o mais caro do mundo.

Esta previsto para março a inauguração das novas estações (em estilo precário), pois ainda não chegaram todos os trens comprados: (Tamanduatei e Vila Prudente da linha 2 e as Paulista e Faria Lima da linha 4).

Enquanto isso, Serra vai prometendo o "paraíso" ao povo da cidade alagada, na sua "publicidade enganosa" nas estações de Metrô e CPTM, prometendo que, Santo Amaro (Zona Sul), vai ficar próximo de São Migue Paulista (Zona Leste). Assim, como o Morumbí e Tatupé, mas isso (só em 2013 ou 2015)

É o modo tucano de "jerenciar" - com slogans do tipo: "É o governo de S. Paulo, cuidando de você"

1.2.10

PLÍNIO, POR ELE MESMO

Foto: RenattodSousa
A revista Carta Capital Nº 581 (desta semana) – traz uma entrevista interessantíssima, onde o jornalista Mino Carta, entrevista Plínio de Arruda Sampaio.

É assim que Plínio é apresentado:

“Plínio é pré-candidato à Presidência da República pelo PSOL, tem 79 anos, é intelectual católico. Iniciou-se na política ao lado do governador Carvalho Pinto, foi deputado federal pelo PDC (Partido Democrata Cristão), e despertou as iras dos latifundiários ao criar durante o governo João Goulart a Comissão Especial de Reforma Agrária. Como o golpe de 1964 foi um dos primeiros cem brasileiros que sofreram a cassação dos direitos políticos. Por seis anos viveu exilado no Chile. De volta lecionou na FGV e militou no MDB. Em 1980 passou-se para o PT e foi autor do estatuto do partido. Voltou à Câmara Federal em 1986. Desde 2005 liderança do PSOL”.

Gosto de ler as entrevistas do Plínio, pois tive a honra de conhecê-lo pessoalmente, em debates dentro do PT. O vejo hoje quase sempre contradito, o que me leva a pensar que, ou evoluiu muito o Plínio, ou estagnou e regrediu o PT.

No dia 26/09/2005 - juntamente com o Deputado Federal Ivan Valente, os dois anunciaram a saida do Partido dos Trabalhadores - leia aqui - escreveu em (27/09/2005), na coluna Tendências e Debates da Folha de S. Paulo, o artigo "Por que não mais PT" - e no site Congresso em foco, tem uma curiosidade que vale a pena ver, sobre a declaração de bens deste socialista histórico, clique aqui

Vou pegar aqui, alguns trechos da entrevista, para assim, ir burilando meus comentários:
Já na primeira pergunta formulada, Plínio vai com sede ao pote, quando perguntado, se era ele o candidato à Presidência da República pelo PSOL, ele justifica a luta das correntes internas de seu partido, e a decisão fica para março. Em seguida, vai direito ao ponto que “o incomoda” - no discurso de ressentido:

“A verdade é que entre o Serra e a Dilma há diferenças de nuances (ou seja), afirma que as diferenças são (muito sutis) e pequenas".

Quando fustigado para ele posicionar, como vê o papel da mídia nativa, que sempre foi porta-voz da burguesia, e resiste aos nomes de Dilma, e sobretudo, de Lula – ele me sai com essa pérola:

“A mesma coisa se deu com Getúlio Vargas, ele na verdade defendeu os fazendeiros de café como ninguém. Eu que descendo de fazendeiros de café sei muito bem o que acontecia lá em casa, no entanto o Getúlio com aqueles senhores não tinha vez. Porque Lula tem um vício de origem. Embora, a meu ver, ele tenha passado para o outro lado, totalmente, ele sempre é um cara do lado de lá".

Mino: Ódio de classe no caso do Lula. Mas Dilma não é uma ex-metalúrgica. Olha a resposta de Plínio:

“A Dilma pode ser a Dilma, pode ser o Zequinha da esquina, pode ser um poste, a Dilma é o Lula”

Mino dispara: E Serra não é Fernando Henrique? - Plínio (morde a isca):

“O Serra é melhor que Fernando Henrique. Mas é o Fernando Henrique. Ele é mais nacionalista que o Fernando Henrique. Eu conheço bem o Serra, nós estudamos juntos em Cornell, fomos companheiros, trabalhamos juntos. Eu o conheço desde menino. Serra é mais decidido que Fernando, que só pensa nele mesmo. Há horas em que Serra não pensa só nele".

Mino: A popularidade de Lula não decorre da identificação do povo com um igual que chegou à Presidência?

Plínio: “O quadro brasileiro é o seguinte: "há quem está melhor do que estava, 20 milhões de pessoas que estão consumindo. Minha empregada está comprando um carro zero....A mesma empregada que compra o carro tem dois filhos, os dois meninos estão se formando no grupo escolar, não sabem ler nem escrever".

Finalizando (essa é impagável) – Mino pergunta: O senhor acha que o governo Lula foi melhor que o de FHC, ou pior?

Plínio: "Ah, de longe, muito melhor. É que o talento de Lula é maior que o de Fernando Henrique, Lula é um homem talentosíssimo. Ele é de certo modo, pegue a palavra com cuidado, ele é de certo modo um impostor, mas um impostor que acredita na própria impostura. É um demagogo, quando Lula chora, chora mesmo. Não é o Jânio Quadros, que chorava lágrimas de crocodilo. Ele não, aquela explosão de choro quando o Brasil foi escolhido para a Copa...Imagine se o Fernando Henrique seria capaz de chorar. Aquilo tem um efeito popular enorme, porque é autêntico, porque é verdadeiro. E o Lula é um homem mais humano, sofreu mais, conhece mais".

31.1.10

SERRA QUER CALAR GUERRA?

O blogueiro, Roberto Conde Guerra, delegado de polícia, que mantém seu blog, "Flit Paralisante" - teve sua casa invadida pela polícia, numa atitude que rememora atos da época da ditadura militar, leia aqui, em 2008 - o delegado teve seu blog tirado do ar através da justiça, o mandado, estava na internet, no seguinte endereço: http://www.sintelpol.org.br/modules/news/article.php?storyid=1233, que é do Sindicato dos Trabalhadores em Telemática da Policia - "estranhamente" foi removido. Leia abaixo postado no blog, dia 29/01 (sexta feira):

"Informamos aos caros leitores que, nesta manhã, nossos familiares foram surpreendidos com a presença de membros da Corregedoria da Polícia Civil, dando cumprimento a mandado expedido pela Exelentíssima Juíza do Dipo. A diligência foi realizada legalmente , constando no mandado a proibição da imprensa.

No local foram arrrecadados uma CPU e dois notebooks, além de uma carabina Puma, registrada e , no mês de dezembro, recadastrada. Também algumas mídias com arquivos pessoais. A maioria contendo material sem quaisquer relações com o Blog. Não possuimos arquivos sobre denúncias ou correspondência de leitores.

O mandado , finda a diligência , foi lido pelo nosso filho, constando data de expedição aos 27 p. passado.

Não há menção aos nomes dos ofendidos. Assim não sabemos, mais uma vez, as ofensas que desencadearam as diligências requeridas pelos advogados BIALSKI. Os quais, rotineiramente, figuram como patronos de policiais acusados de crimes hediondos: TRÁFICO DE ENTORPECENTES, inclusive.

No momento apenas conjecturo sobre possibilidade de objetivarem identificar terceiros ( pretensos informantes ).

Tentamos por meio de telegrama endereçado a Juíza impedir a diligência domiciliar, tão logo soubemos da pretensão publicada no Diário Oficial. Todavia o telegrama será recebido no DIPO por voilta das 13h00. De qualquer forma o mandado já se achava expedido e as diligências foram cumpridas antes das 8h00, desta manhã.

Isto posto, solicito CAUTELA aos comentaristas. Cautela, também, ao JORNAL FOLHA DE SÃO PAULO".

Nota de esclarecimento emitida pelo delegado Roberto Conde Guerra:

Gostaria de esclarecer que o mandado de busca domiciliar foi deferido por requerimento formulado pelo advogado Leon Bialski, conforme publicação do dia 27 no Diário da Justiça. Na mesma data, dia 27, os advogados forneceram nosso endereço colhido de publicação do D.O., pois uma Delegada fez constar de intimações o endereço do acusado (o subscritor), aliás, o numeral erroneamente publicado em 2008, foi reproduzido no mandado celeremente expedido no mesmo dia 27. A autoridade policial da Corregedoria de Santos, por volta das 7h00 do dia 29, deu cumprimento em conformidade ao teor da ordem judicial, ou seja, a busca deveria ser executada pela Corregedoria após obtenção do “cumpra-se” por Juiz da Comarca de São Vicente. Presumindo-se a boa-fé dos requerentes, trata-se de ação penal de iniciativa privada por crimes contra a honra. É certo que sempre se pode teorizar sobre interesses ocultos. Contudo até que se prove o contrário o Poder Judiciário deu acatamento a um pedido de particular. A Corregedoria deu cumprimento com rapidez e rigor, pois as buscas no interior do imóvel extrapolaram o objeto daquilo que deveria ser apreendido: computadores e mídias. Assim, vasculhar meias, cuecas, armário de banheiro, caixas acústicas, perguntar por armas e apreender uma carabina Puma, cal. 38, comprada em novembro de 1988, registrada no órgão estadual e, no mês de dezembro, recadastrada na Polícia Federal, salvo melhor entendimento, escapa ao estrito cumprimento da ordem. Até agora só não entendi a razão da publicação do despacho, pois o feito possui numeral típico de processo sob segredo de justiça. Perdi tempo e gastei dinheiro (R$ 24,00), com telegrama endereçado ao Poder Judiciário. Com um simples telefonema poderia ter determinado a ocultação dos computadores e a hospedagem dos familiares noutro local. Por fim, agradeço a solidariedade.

Leia aqui, um comunicado, que um leitor postou em 2008 - (e pediu anonimato) enviou para o blog do Rodrigo Vianna

30.1.10

OLHA COMO SE FAZ JORNALISMO NO BRASIL

"350""350"

Para quem não conhece essa figura, segundo a Wikipédia, José Nêumane Pinto, nasceu na pequena cidade de Uiraúna, no Vale do Rio do Peixe, terra de Luiza Erundina, Alto Sertão Paraibano, nos limites entre a Paraíba, Rio Grande do Norte o Ceará, começou sua carreira de jornalista em 1968 como crítico de cinema e repórter de polícia no Diário da Borborema de Campina Grande.

Posteriormente, trabalhou no jornal Folha de S. Paulo, foi secretário, chefe de redação e repórter especial da sucursal paulista do Jornal do Brasil, editor de política, de opinião e editorialista de O Estado de S. Paulo. Hoje está no SBT, como comentarista político e econômico no programa diário “Direito ao Assunto”.

Sempre, em todas as redações, se prestou a cumprir, esse tipo de "jornalismo" - barato e rasteiro. Durante a administração da Prefeita de São Paulo, Luiza Erundina, foi um crítico feroz e (embora sendo sua conterrânea) - chegou às raias do preconceito, como querendo imitar Paulo Francis, carregava nas tintas.

Hoje, está no SBT, animando seu quadro "Direto ao Assunto" - mas não muda, é o sabujo de sempre.

Esse post, prentende mostrar aos leitores, de fato, em que linha de atuação, se faz jornalismo em nosso país. Onde as redações, viraram verdadeiros partidos políticos, apenas se lixando para o compromisso social da profissão com a verdade. Salvo (raríssimas exceções) - ainda podemos encontrar aqui, alí, jornalista que ainda luta contra a corrente, fazendo da profissão, um compromisso com a verdade e com seus leitores.

29.1.10

A SAGA DO NEGRO JULIANO MOREIRA

"350""350"
Por Antonio Francisco, para o "blog do Nassif"

Entrar na Universidade com 13 anos de idade é uma façanha e tanto – coisa de gênio, ora pois!
Mas, um negro entrar em Faculdade de Medicina com 13 anos de idade no Brasil, antes mesmo da abolição da escravatura pareceria improvável, se não tivesse acontecido. Na Bahia.

O nome desse prodigio é Juliano Moreira, que se formou em medicina aos 18 anos.
Trouxe as práticas psiquiátricas para o país, (e, segundo alguns, também a psicanálise daqueles tempos), representou o Brasil em congressos mundiais, foi um lutador.

Quem é o Dr. Juliano Moreira: (fonte: Wilipédia)
Nascido em Salvador, afro-descendente e de origem pobre, entrou na Faculdade de Medicina da Bahia em 1886, formando-se aos dezoito anos, em 1891, e se tornando professor da Faculdade.
Já em 1900 representa o Brasil em congressos internacionais: em Paris, neste ano - sendo também eleito Presidente Honorário do 4º Congresso Internacional de assistência a alienados, em Berlim; também foi congressista brasileiro em Lisboa, em 1906; Milão e Amsterdã, em 1907; Londres e Bruxelas, em 1913.

Em 1903, após ter exercido a clínica psiquiátrica na Faculdade Baiana, mudou-se para o Rio de Janeiro. Durante seu trabalho na direção do Hospício Nacional dos Alienados, do Rio de Janeiro, humanizou o tratamento e acabou com o aprisionamento dos pacientes.

Defendeu a idéia de que a origem das doenças mentais se devia a fatores físicos e situacionais, como a falta de higiene e falta de acesso à educação, contrariando o pensamento racista em voga no meio acadêmico, que atribuia os problemas psicológicos do Brasil à miscigenação. Foi importante representante internacional da Psiquiatria brasileira.

Dentre as instituições das quais foi membro Juliano Moreira, contam-se: Antropolegische Gesellschaft (Munique); Societé de Medicine (Paris); Medico-legal Society (Nova York). Juliano Moreira foi membro da Diretoria da Academia Brasileira de Ciências entre 1917 e 1929, tendo ocupado o cargo de Presidente no último triênio.

JORNAL MOVIMENTO - "JORNAL DOS JORNALISTAS"

Finalmente, se faz justiça em resgatar a história do Jornal Movimento, que foi coluna de resistência à ditadura militar (1964-1982). Fui assinante, durante todo período que o jornal existiu (1975 -1981) - e dei os exemplares de parte para um amigo jornalista, e parte para um arquivo de memórias (que fechou) - CEMI - São Miguel Paulista.

Fico feliz em saber desse resgate histórico, que segundo o site Comunique-se, será patrocinado pela Petrobras, num projeto da Editora Manifesto, através de um site, com as capas da época, e no segundo semestre de 2010 - sairá um livro que sairá acomanhado de um DVD, contendo a coleção completa do jornal digitalizaa e indexada.

A história do jornal será contada a partir da análise de documentos da época e entrevistas com aqueles que colaboraram e participaram no jornal. O projeto ainda está convidado antigos colaboradores do semanário Movimento, a contar sua história.

Os Fundadores do Jornal Movimento:
Raimundo Rodrigues Pereira, Tonico Ferreira, Marcos Gomes, Bernardo Kucinski, Maurício Azedo, Jean Claude Bernardet, Elifas Andreato, Fernando Peixoto, Chico de Oliveira, Teodomiro Braga, Aguinaldo Silva e Chico Pinto.

Movimento foi um jornal revolucionário, de propriedade coletiva, voltado para a oposição à ditadura militar e a luta pelas liberdades democráticas. Durante seus seis anos de existência, divulgou campanhas que se tornaram vitoriosas, como a da defesa da anistia e a da assembléia nacional constituinte.

Fonte: http://jornalmovimento.wordpress.com/
Movimento (1975-1981) foi um jornal revolucionário, jornal sem patrão, jornal dos jornalistas, de propriedade coletiva, sustentado por mais de 300 acionistas. Já nasceu com um programa político definido, de oposição à ditadura militar, pelas liberdades democráticas e em defesa dos interesses nacionais.

Mesmo mutilado pela censura durante a maior parte de sua existência, praticou o jornalismo por meio da reportagem, da apuração rigorosa dos fatos, da polêmica sobre as políticas do governo e os rumos da oposição. Investigou as entranhas do regime, descreveu a vida e a luta dos trabalhadores, denunciou a exploração, os crimes contra os direitos humanos e as ameaças à soberania nacional. Levou ao público um grande conjunto de informações que contribuiu para abrir espaço ao debate político, até então sufocado.

Movimento inspirou e divulgou campanhas que ao longo dos anos se tornaram vitoriosas, como a da defesa da anistia e a da assembléia nacional constituinte. Sua sede em São Paulo e as sucursais nos estados converteram-se em pontos de encontro de oposicionistas, em escolas de formação de novas lideranças, jovens colaboradores, muitos dos quais se tornaram líderes políticos de projeção.

Com persistência, enfrentou grandes dificuldades impostas pelo regime e também por divergências internas. Superou-as e contribuiu para a construção da frente democrática que derrotou o Estado de exceção e promoveu a Assembléia Nacional Constituinte, a fonte criadora da Constituição de 1988 e do atual Estado de Direito.

27.1.10

QUEM NÃO GOSTA DO BOLSA-FAMÍLIA?

Por, Marcos Coimbra - Correio Brazilense - 27/01/2010
Sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi

Será que alguém imagina que a interrupção avisada de um benefício favorece o governo na eleição? Que o fato de 1,4 milhão de famílias saberem que perderão um rendimento vai fazer com que votem em Dilma?

É impressionante a má vontade que parte da imprensa tem com o Bolsa Família. Vira e mexe, alguém encontra um motivo para criticá-lo, tenha ou não fundamento. Quando acha que descobriu algo relevante, aproveita para externar sua antipatia em relação ao programa, quando não seus preconceitos contra os beneficiários.

No último fim de semana, uma das mais importantes revistas de informação trouxe uma matéria típica dessa visão. Nela, ao questionar o que, em uma primeira impressão, parece uma decisão condenável do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), que o administra, fica evidente a hostilidade que é dirigida ao programa, levando a interpretações infundadas e equivocadas.

Ninguém é obrigado a gostar do governo e é natural que existam órgãos de imprensa que se posicionem contra ele por motivos ideológicos. No mundo inteiro, isso acontece e é até salutar que tenhamos jornais e revistas com clara inclinação política e partidária.

O problema é que, às vezes, a circulação dessas matérias vai além da publicação de origem. Com a internet, algo escrito aqui está ali em um piscar de olhos, deixando menos nítida sua autoria. Como determinado texto aparece em inúmeros lugares, parece que tem uma espécie de reconhecimento universal, que todos o subscrevem.

Foi o que aconteceu com a matéria em questão. Os mais prestigiosos blogs a republicaram, como que a endossando. Ela logo virou uma quase verdade.

Seu fulcro é a crítica à concessão de um novo prazo de carência para a exclusão de cerca de 5,8 milhões de pessoas da cobertura do programa, seja por não cumprimento da obrigação de se recadastrar, seja pela elevação da renda familiar para além do limite de R$ 140 per capita. Elas seriam excluídas em novembro passado, mas, com a prorrogação, só o serão em 31 de outubro próximo.

Em função disso, a revista se sentiu autorizada a chamar o programa de “Bolsa Cabresto”, como se a data fixada no ato do MDS fosse evidência suficiente de suas intenções eleitorais. Dado que 31 de outubro é o dia marcado para o segundo turno da eleição presidencial, estaria confirmado e provado o caráter eleitoreiro do programa. A coincidência “nada sutil” das datas explicaria tudo.

É realmente curiosa a tese. Será que alguém imagina que a interrupção avisada de um benefício favorece o governo na eleição? Que o fato de 1,4 milhão de famílias saberem que perderão um rendimento vai fazer com que votem em Dilma? Seria algo totalmente inédito, que desafia a lógica mais banal: alguém ter mais votos quando promete que vai eliminar um benefício e ainda marca o dia (pensando nisso, será que o comando da campanha da ministra atentou para a medida?).

O esdrúxulo argumento vem embrulhado com dados inexatos e ilações mal sustentadas. Tudo no Bolsa Família é inflado para parecer maior e pior.

A matéria afirma que “um em cada quatro brasileiros passou a ser sustentado pelo governo” (sugerindo que através do programa), enquanto se sabe que são 12,4 milhões as famílias beneficiárias (em um total de 60,9 milhões apuradas pela última Pnad), das quais o benefício não chega a “sustentar” nem um terço".

A “prova” que o programa seria um “poderoso cabo eleitoral” é extraordinária. Viria de um estudo que mostra que “a cada R$ 100 mil deixados pelo programa em municípios de mil habitantes” teria correspondido um acréscimo de 3% de votos para Lula nas eleições de 2006.
Será que a revista sabe que só existem 103 municípios no Brasil (em um total de 5.565) desse porte (menos que 2 mil habitantes)? Que neles vivem apenas 158 mil eleitores (em um total de mais de 130 milhões), que representam 0,0012% do eleitorado brasileiro? Que o voto nominal total para presidente nesses municípios ficou perto de 125 mil? Ou seja, que esses números dizem, na verdade, que a propalada influência do programa é insignificante?

Para corroborar a ideia de que o Bolsa Família é o “Bolsa Cabresto”, foi ouvida a opinião de um cientista político, para quem ele seria pior que o que faziam os “antigos coronéis”: “(Eles) pelo menos aliciavam votos com o próprio dinheiro. O governo atual faz isso com dinheiro público”.
Primeiro, o poder dos antigos coronéis não vinha do dinheiro, mas do mando local. Segundo, é isso mesmo que acham os opositores do programa, que ele apenas alicia votos com recursos públicos? Ou seja, que deveria ser encerrado e terminado, a bem da moralidade?

Enquanto for assim concebido por quem não gosta de Lula, do PT e do governo, mais o Bolsa Família ficará com a cara daqueles que o defendem. Criado em administrações tucanas e largamente ampliado e melhorado pelo governo Lula, é pena que isso aconteça. O programa deveria ser um patrimônio do país.

E A VELHA MÍDIA IGNORA O ASSUNTO

"350""350"
As imagens acima, retratam o caos que virou S. Paulo, ontem (26/01)
fonte:
blog do Nassif

A velha mídia foge o quanto pode do encontro com a verdade. Mas não haverá como fugir para sempre. Desde 2005 não são feitas dragagens ou desassoreamento no rio Tietê. O investimento de décadas, mais de um bilhão de dólares no rebaixamento da calha do Tietê, foi jogado fora nesses quatro anos sem desassorear o rio.

Um dado crucial para o bem estar, a segurança e a vitalidade econômica da cidade – manter o rio desassoreado – foi ignorado pelos governantes. Pergunta-se: como é que fica? Não se trata de um erro banal de planejamento, mas de descuido em relação a um ponto estratégico na vida da cidade: o rio Tietê.

Quantas vezes esses fato foi analisado nas reuniões de secretariado do governo? O que aconteceu com o processo de licitação, depois que foi interrompido por liminares dos concorrentes? Se não constava do decreto a permissão para a empresa vencedora vender as areias do rio – o que alterava completamente o plano de negócios e a proposta financeira -, porque não se anulou e se procedeu a uma licitação de emergência? Foram quatro anos sem nada fazer, sabendo que a cada ano a situação se tornaria mais crítica.

O governo do Estado confiou na sorte, apostou na probabilidade de não haver chuvas maiores, para justificar sua inação frente o problema. E agora? Quem responde pelas mortes, pela paralisação da cidade, pelos bens perdidos, pelas casas inundadas?

De quem é a responsabilidade?
  • Do DAEE (Departamento de Água e Energiaa Elétrica) que não alertou o governo do Estado?
  • Do governo, que preferiu guardar o dinheiro para obras de maior visibilidade?
  • Houve alertas do DAEE que não foram considerados?
  • Ou a equipe do DAEE não cumpriu com suas obrigações funcionais, deixando a população exposta?

25.1.10

NO TEMPO EM QUE CHUVA TINHA DONO

A notinha "esclarecedora" abaixo, tem sido uma constante, em todos os jornais e telejornais, para que a população entenda bem, porque suas ruas e casas, estão sendo invadidas pelas águas, morros desmoronando, levando casas, vidas e carros no peito, numa avalanche assustadora.

"Nos 24 dias deste ano, o CGE registrou 360,3 mm de chuva. Isso representa 50,7% a mais do que a média para o mês na cidade, que é de 239 mm. A zona oeste é a que mais sofreu, com 355,1 mm em janeiro. A chuva também é recorde em meses de janeiro pela medição do Departamento de Ciências Atmosféricas da USP, que começou há 77 anos".

Durante a administraçao Luiza Erundina (PT) - 1989 - 1993, não era assim que funcionava. A imprensa quase nunca relatava o nível pluviométrio que se precipitava sobre a Cidade de São Paulo, a cobrança era sempre focando a "incompetência" da administração da prefeitura na prevenção das enchentes. E na administração Marta Suplicy (PT) - 2001 - 2004, os procedimentos continuaram obedecendo esse lógica.

O jornalista Mauro Carrara, costuma dizer que: "no tempo da Erundina, chuva tinha dono" - e na administração Marta, até o PSTU, fez coro aos Frias e Mesquitas, criticando a coluna que a prefeita escreveu naquele jornal. Na época (27/02/2004), eles disseram: clique aqui “é um verdadeiro absurdo querer culpar as forças da natureza pelas tragédias causadas pelas enchentes, como fez a prefeita Marta Suplicy”. Quando a prefeita visitava as áreas alagadas, o assunto da imprensa no dia seguinte, era o "terninho bem cortado", que ela estava usando para visitar a periferia.

Em abril de 1999, a revista Água e Energia (veja aqui) - editada pelo Departamento de Águas e Energia (DAEE) - anunciava com alarde, as "obras de rebaixamento" da calha do Rio Tietê, com a SOLUÇÃO DEFINITIVA, para o "fim das enchentes em S. Paulo" - alí, o tucano Mário Covas escalou seu vice - Geraldo Alckimin, para anunciar a boa nova aos povos. Clique aqui, e leia no site tucano, eles anunciando fim das enchentes.

Foram enterrados R$ 700 milhões, numa obra que foi inaugurada em 2005 - e de lá prá cá, NUNCA MAIS, foram efetuadas obras de desassoreamento do rio (leia aqui), as denúncias da jornalista Conceição Lemes. Hoje quem passa pela Barragem da Penha, nos limites de S. Paulo e Guarulhos, pode observar "ilhas" no meio do rio, denunciando a falta de limpeza, formando alí bancos de areia. Fato esse que impede que o rio recebe o volume de água despejada pelo córregos e galerias que desembocam alí.

Portando, a chuva de Kassab e Serra (agora sim) - são as "forças da natureza" - e desde a saída de Marta Suplicy da Prefeitura em 2004 - os projeto dos piscinões ficaram engavetados, conforme a própria Folha (pasmem), reconheceu em editorial no domingo (24/01) - e não perdeu oportunidade de "culpar o cidadão" pelas cheias. Leia o trecho mais emblemático do texto dos Frias: "Um projeto de 1998 determinava a construção de 37 piscinões na bacia do rio Tamanduateí, cujas águas correm para o Tietê. Doze anos depois, constata-se que apenas 41% dos reservatórios previstos funcionam.

Ao mesmo tempo, a calha do principal rio da cidade, rebaixada há três anos, já sofre com novos pontos de assoreamento. Neste e em outros casos, há que se lembrar da contribuição trazida pelo descaso dos próprios cidadãos. Os rios e as ruas da cidade são tratados, por muitos paulistanos, como lixões a céu aberto, e as galerias pluviais, como se fossem rede de esgoto."




24.1.10

QUEM INVENTOU O RÁDIO? - FOI UM BRASILEIRO!!!

Campanha resgata Landell de Moura, o brasileiro que inventou o rádio
fonte: Comunique-se

Poucos devem saber que o inventor do rádio foi um padre brasileiro, cientista e inventor de protótipos da televisão, aparelhos de telefone e telégrafo sem fio. Para reconhecer o trabalho do padre Roberto Landell de Moura, que fez a primeira transmissão pública da voz humana por ondas eletromagnéticas, jornalistas e outros profissionais lançaram o Movimento Landell de Moura (MLM).

Na memória de muitos, o pai do rádio foi o italiano Guglielmo Marconi. Na realidade, Landell fez sua transmissão muito antes de Marconi, do croata naturalizado norte americano Nikola Tesla e do canadense Reginald Aubrey Fessenden, reconhecidos por suas invenções.

Primeira transmissão
O primeiro a dar o “furo” da criação de Landell, foi o jornal O Estado de S. Paulo, que apesar de anunciar a data da transmissão, 16 de julho de 1899, não cobriu o evento. Poucos meses após outra demonstração pública de seu invento, realizada na avenida Paulista e no Morro de Santana, Landell patenteou a criação, em março de 1901. A demonstração do invento foi publicada pelo Jornal do Commercio, do Rio de Janeiro.

Na época, o padre gaúcho foi reconhecido até mesmo pela imprensa estrangeira, no jornal New York Herald, que em 12 de outubro de 1902, publicou uma reportagem sobre as experiências de Landell.

Mesmo com sua invenção para o mundo das comunicações, o cientista não foi entendido. "As pessoas não compreenderam o que ele fez, não se interessaram em patrocinar, além do fato de ele ser um padre cientista, o que não era comum”, conta o jornalista e escritor Hamilton Almeida, que estuda há mais de 30 anos a vida de Landell de Moura.

Outras criações
Esquecido pelo tempo e pelos brasileiros, Landell de Moura partiu para os Estados Unidos, onde morou três anos, e conseguiu patentear, em 1904, três aparelhos, o wave transmitter (transmissor de ondas), wireless telephone (telefone sem fio) e wireless telegraph (telégrafo sem fio).

Além disso, o cientista projetou a TV, o teletipo e o controle remoto por rádio e anteviu que as ondas curtas poderiam aumentar a distância das transmissões. Todos esses feitos antes de outros cientistas.

As invenções lhe causaram aborrecimentos no Brasil. Muitos o tacharam de maluco que tinha feito um pacto com o demônio. “Os fiéis chegaram a destruir os aparelhos dele, porque era uma coisa sem fio, achavam que ele conversava com o diabo", conta Almeida.

O jornalista, estudioso da vida de Landell de Moura, é autor de vários livros sobre o cientista, como “O outro lado das telecomunicações – A saga do Padre Landell” (Editora Sulina, 1983); “Landell de Moura” (Editora Tchê/RBS, 1984); “Pater und Wissenschaftler” (Debras Verlag, Alemanha, 2004); e “Padre Landell de Moura: um herói sem glória. O brasileiro que inventou o rádio, a TV, o teletipo...” (Editora Record, 2006).

Movimento
Para reconhecer o trabalho do cientista e comemorar os 150 anos de nascimento do criador do rádio, Almeida, com o apoio dos radioamadores Alda Niemeyer e Daniel Figueredo, e do professor de matemática e especialista em eletrônica industrial Luiz Netto, criou o MLM. A iniciativa também tem o apoio do Jornalistas&Cia.

No site do movimento, além da biografia de Landell, há um abaixo-assinado para que as autoridades brasileiras reconheçam o cientista como inventor do rádio. Além do português, a página tem versões em inglês, espanhol e alemão. O objetivo é atingir um milhão de assinaturas até o dia 21/01/2011, quando completam-se 150 anos do nascimento do criador do rádio e de outras invenções da telecomunicação.

23.1.10

ISSO É UMA VERGONHA - "Garnett" e o RAP DO BÓRIS

"350""350"
(Direção, imagens e edição) Maia, ( Voz e letra ): Garnett , (Selo): Pegada de Gigante,(Assistência/Criação): Robson Ribeiro, Evelyn Albuquerque, Douglas Campolim, Marcos Maia e Daniel Olmedo, (Direitos de Imagem gentilmente cedidos por)Bruno Ruguê Diogo "Jhow" Castilho, Hion Silva, Rafael Dan, Rafael Scotto, Rudão Brandolin. (Fonte: Youtube).

E continua repercutindo, a história do preconceito da imprensa (branca) - e os comentários de Boris Casoy - leia aqui - "Bóris Casoy, sai do armário" - e assista o vídeo - aqui - onde ele "pede profundas desculpas"

INFAME, TORPE, DESPREZÍVEL, ABJETO, CANALHA, VIL, PATIFE, CHULO. MAS PODE CHAMAR DE BÓRIS CASOY . Por CLOACA NEWS - http://cloacanews.blogspot.com/

Se quiser conhecer Bóris Casoy, leia em Disciclopédia - clique aqui

OS VALORES DA VIDA

Cherisma, de 15 anos de idade, foi morta pela polícia nacional do Haiti quando carregava três quadros que teriam sido furtados de uma loja que desabou em Porto Príncipe. Foto de Carlos Garcia Rawlins.

Caros Amigos Leitores,

Até agora, não havia publicado nada à respeito do terremoto no Haití (exceto a morte da Dra. Zilda Arns) - pelo fato da redundância, provocada pela avalanche de informações, sobre o fato, e por conta de não haver fato novo, a não ser mais um lamento meu, que informação.

Porém, em visita ao blog do Azenha , deparo que essa foto estarrecedora, e neste momento me dá um nó na garganta, adoro fotografia, e sou partidário de que certas imagens, dispensam legendas.

A gente vai se sentindo um "pulha" - quando vê um cena dessas, onde a brutalidade reflete o capitalismo, na sua sanha, em defesa da propriedade privada, mesmo que custe uma vida. E se pergunta: "como o ser humano pode ser tão mesquinho, com seu semelhante?"

Como pode uma vida, valer tão pouco, ou nada! E eu aqui, impotente, vendo isso, sem nada fazer, preocupado com meu mundinho de merda!!! A vida, foi tirada, por conta de três quadros, que alí ficaram abadonados, o que valia, era a "lição a ser aplicada".

Confesso de coração, que esse nó na garganta ao ver essa foto, não havia se manifestado até então, embora a gravidade do terremoto no Haití, seja algo imensurável, e tenha entrado para a história da humanidade.

Cada vez mais, me convenço (mas não desisto), da tarefa de acreditar nas pessoas. Sei que é algo que Deus coloca no nosso caminho, sendo esse poço de contradições, onde você tem que entender que o o "bicho homem" - é o único animal que convive o tempo todo ao seu lado, e nunca avisa, quando irá te engolir. Ao contrário dos animais "irracionais" - que sempre te avisa de alguma forma, quando isso irá ocorrer.

Essa foto do Carlos Garcia Rawlins (da Agência Reuters), supera e relata, toda a tragédia daquele povo, fiquei petrificado, meu dia não será indiferente, não será o mesmo diante de tamanho descalabro, para ficar no mínimo.

Mesmo sabendo que cenas como essa, são comuns no meu país, em condições infinitamente melhores que essa, dos nossos irmãos haitianos. Eu choro neste momento....

Clique aqui - leia matéria escrita no Uol, "Comunidade internacional desqualifica capacidade dos haitianos, diz antropólogo brasileiro" Haroldo Ceravolo Sereza

21.1.10

FALTA LIMPEZA NO TIETÊ - SERRA SOME E SE CALA

Falta de limpeza do Tietê compromete obra bilionária
por Conceição Lemes - do blog Ví o Mundo

Veja a dica do leitor Marco, no blog Ví o Mundo,
aqui - "O dia em que os tucanos acabaram com as enchentes em S. Paulo"

Experimente pesquisar as matérias sobre as enchentes de 8 de dezembro em São Paulo. Invariavelmente aparece este trecho do comunicado da Secretaria Estadual de Saneamento e Energia (SSE) e do Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee):

O Daee executa periodicamente o desassoreamento e a limpeza dos rios Tietê, Cabuçu de Cima, Tamanduateí e dos piscinões do ABC e Pirajuçara e que só neste ano já foram retirados 380 mil metros cúbicos de sedimentos.

Reportagem de O Estado de S. Paulo afirma:
Anualmente, o Estado gasta cerca de R$ 27,2 milhões para retirar 400 mil m³ de sedimentos somente do Tietê, num trecho de 40 km. São quatro contratos que determinam retirada de 32 mil m³ por mês, para evitar enchentes.

A secretária de Energia e Saneamento de São Paulo, Dilma Pena, é uma das entrevistadas.
Assim como na reportagem do Agora, de 11 de dezembro :
Em 2009, segundo Dilma [Pena] foram retirados 380 mil m³ de detritos. Segundo especialistas em drenagem urbana, o ideal seria retirar 1 milhão de m³ .

Na reportagem Enchentes em São Paulo refletem falta de governo, publicada pelo Viomundo, o engenheiro Júlio Cerqueira César Neto aponta a falta do desassoreamento como uma das principais causas das inundações de 8 de setembro e 8 de dezembro na capital:

Na cidade de São Paulo, entre a barragem da Penha [Zona Leste] e o Cebolão [interligação entre as marginais Tietê e Pinheiros, Zona Oeste], o Tietê recebe aproximadamente 1,2 milhão de metros cúbicos de resíduos por ano. Se você deixar isso no fundo do rio, a capacidade dele diminui. E o que o Departamento de Águas e Energia Elétrica, o Daee do governo do Estado de São Paulo, tem feito? O Daee faz a limpeza, mas tira apenas 400 mil metros cúbicos por ano.

CONTINUE LENDO - clique aqui

19.1.10

SÃO PAULO GANHA NOTA 4,8 - E AGORA JOSÉs?

Os números, são no mínimo, interessantes, o Movimento Nossa São Paulo lançou hoje o IRBEM, (Indicadores de Referência de Bem-Estar no Município).

É um trabalho profundo, acredito que sem paralelo, no Brasil, pois sem firúlas, sem rodeios, estão lá, tabulados os resultados, os números, contra os quais, não há argumentos. E o interessante, você percebe essa coisa de administração empírica, onde o cara ganha uma eleição, dá uma banana para o eleitorado, e vai gerir a coisa pública, do seu jeito, da sua cabeça, isso quando não administra para os apaniguados, como Kassab, que já tem 28 secretarias de governo por exemplo, e a população da periferia, continua há 40 dias debaixo d'água.

Como a velha máxima, nos indica que os números não mentem, eles estão lá, e têm muito, muito a nos dizer, principalmente, quando "o mesmo povo"- que e vota nos mesmos caras há quase duas décadas, 87% se diz inseguro em morar na cidade, e que 57% deles, se mudariam, isso é no mínimo uma redundância. Ou se preferirem, cômico, se não fosse trágico.

Leiam aqui, os resultados da pesquisa, que cala a boca de muitas gestões passadas e atuais, que ela sirva de base para criação de programas sociais que de fato, ouçam as entidades representativas, e que chamem o povo à participar.
A nota média geral para a qualidade de vida na cidade ficou em 4,8. E as notas médias para cada um dos temas, em ordem decrescente.
  1. Relações Humanas - 6,5
  2. Religião e Espiritualidade – 6,3
  3. Trabalho – 6,2
  4. Tecnologia da Informação – 6,0
  5. Sexualidade – 5,4
  6. Relação com animais – 5,2
  7. Consumo – 5,2
  8. Aparência / estética da cidade – 5,1
  9. Saúde – 5,1
  10. Educação – 5,0
  11. Lazer e modo de vida – 4,7
  12. Habitação – 4,7
  13. Valores pessoais e sociais – 4,6
  14. Juventude – 4,6
  15. Meio Ambiente – 4,6
  16. Terceira Idade – 4,4
  17. Segurança – 4,3
  18. Esporte – 4,3
  19. Infância e adolescência – 4,3
  20. Cultura – 4,2
  21. Acessibilidade para pessoas com deficiência – 4,2
  22. Transporte / trânsito (mobilidade) – 4,0
  23. Assistência Social – 3,9
  24. Desigualdade Social – 3,9
  25. Transparência e Participação Política – 3,3

Observem que as maiores bandeiras de TODAS as campanhas políticas, são exatamente, aquelas que aparecem no maior nível de insatisfação, vamos à lista:

Posição 9 - saúde;
Posição 10 - educação;
Posição 12 - habitação;
Posição 15 - meio ambiente;
Posição 17 - segurança pública;
Posição 20 - cultura;
Posição 22 - transporte público;
Posição 25 - participação popular e transparência

Os resultados mostram um maior nível de satisfação com aspectos relacionados à vida privada dos cidadãos, como os relacionamentos pessoais e familiares. Mas apontam a insatisfação dos paulistanos no que diz respeito aos aspectos que dizem respeito à vida em comum na cidade, como as condições ambientais e a relação dos cidadãos com o poder público municipal.

Uma curiosidade, com relação à Posição 25 - ela trata de DEMOCRACIA, ou seja, um dos ítens mais importantes da pesquisa, aparecer em último lugar, de fato, é uma pesquisa que deixa o rei nú, diante de seus súditos, é o mínimo que posso avaliar desse trabalho magnífico do pessoal da ONG - Movimento Nossa São Paulo - estão todos de parabéns, pelo trabalho inédito no Brasil!





18.1.10

SERRA DO ESPINHAÇO (MG) - PEDE SOCORRO!!!

"350""350"

Prezados Amigos Leitores,

O vídeo acima é atualizadíssimo, de abril 2009, demonstra a sanha dos grandes interesses, e o desrespeito à natureza, em especial mostra o desrespeito ao povo mineiro, na pessoa do governador tucano, Aécio Neves.

O local do desastre é Conceição do Mato Dentro, no santuário ecológico da Serra do Espinhaço. O governo concedeu, ali, Licença Prévia para um empreendimento minerário multinacional de grande porte, o Minerioduto Minas/Rio – da MMX/Anglo Ferrous Mineração –, a ser instalado (teoricamente) somente após a concessão da Licença de Instalação para a extração de ouro e ferro em larga escala nesta reserva da biosfera, coração de Minas Gerais.

A instalação da mina já está causando uma devastação irreversível na região. É um espetáculo de desrespeito às leis e aos moradores da região, apoiado na coação, nas ameaças e na supressão mais absoluta dos direitos humanos. Os capangas da empresa vigiam a área e impõem a sua vontade sobre moradores tradicionais impedindo o trânsito até mesmo nos caminhos que levam às suas habitações.

O Brasil, precisa saber disso, portanto, peço a todos vocês que denunciem em suas listas de e-mails, nos jornais locais, pois temos como cidadãos, a obrigação, e o dever de tornar públicas essas barbaridades que acontecem pelo país a fora, em nome da especulação, do grande capital privado, que agride a natureza, e espulsa a população, em nome da ganância especulativa.

Segue abaixo, o apelo do companheiro Danilo Siqueira, que mora no local, e conhece de perto, tudo que alí acontece.

Um grande abraço a todos, e vamos fazer uma corrente de denúncias dessa agressão, cujo protagonista é o governador de Minas Gerais, Aécio Neves.

Paulinho

fonte: http://massote.pro.br/2009/05/autoritarismo-e-agressao-ao-meio-ambiente-na-serra-do-espinhaco/
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QUERIDOS AMIGOS,ESTOU PEDINDO A AJUDA DE VOCÊS PARA DIVULGAR ESSES VIDEOS.

São vídeos produzidos por pessoas próximas e que tenho conhecimento próprio dos fatos mostrados, inclusive eu também estou produzindo um documentário sobre o assunto. (A gente divulga e repassa tanta bobagem, tanta piadinha e coisas fúteis apenas por diversão, mas quando o assunto é SÉRIO E REALMENTE IMPORTANTE, a gente tem vergonha ou não dá importância...)

Não se trata apenas de um apelo em favor de uma comunidade local, de um lugar que provavelmente muitos de voces nunca ouviram falar, mas é uma pelo Remover formatação da selecçãobem comum, do seu bem também. Muitos podem achar uma bobagem, ou não dar importância, mas o que fizermos com a água e o ecossistema aqui em Minas, no coração da Serra do Espinhaço, pode ter certeza que afetará sua vida aí, onde estiver, seja em BH, SP, RIO e etc um dia.

Como sabemos, água potável é algo cada vez mais escasso e que está ameaçado de acabar um dia. E não é só com a Amazônia por exemplo que temos que nos preocupar, mas com o Cerrado, com seu ecossistema delicado e único no mundo e os mananciais hidricos que eles guardam. E estamos lutando aqui, tentando mobilizar opinião pública e órgãos governamentais, contra o poder dessas grandes empresas MMX,ANGLOAMERICA e VALE, que estão acabando com esses lugares sagrados, na SERRA DO ESPINHAÇO.

Estão garimpando sem permissão ambiental, poluindo a água, expulsando moradores abrindo verdadeiros "vulcões" na Serra, para mineração e construção de um gigantesco minerioduto de mais de15kms. E a gente muitas vezes está comprando e vendendo ações dessas empresas, para lucrar com isso e não sabemos às custas de quê e o que essas empresas estão fazendo por aqui para para gerar esses lucros...

PENSE NISSO.
Vamos divulgar e nos mobilizar para que cada vez mais pessoas saibam disso, para que o governo tome medidas para parar isso. Porque mais importante do que os PAPÉIS NA BOLSA, O OURO, O MINÉRIO DE FERRO, OS DIAMANTES OU A MADEIRA DE EUCALIPTO, é um bem que, sem ele não vivemos... A ÁGUA.

Espero contar com a ajuda de todos, forte abraço,

Danilo Siqueira.•

Este lote, foi produzido com a ajuda de uma entidade Francesa que sensinsibilizou-se pelo assunto e abraçou a causa. Inclusive o filho do Beto Guedes, Gabriel, também. (está dividido em 8 partes de 3 minutos cada,vá vendo um na sequência do outro):
parte 1 - http://www.youtube.com/watch?v=L7ydWrOP2KM
parte 2 - http://www.youtube.com/watch?v=Q9vl4rHrbfs
parte 3 - http://www.youtube.com/watch?v=X7-LIimAVg8
parte 4 - (não achei a parte 4...)
parte 5 - http://www.youtube.com/watch?v=QrinVdAB2OA
parte 6 - http://www.youtube.com/watch?v=YskU9TeRozE
parte 7 - http://www.youtube.com/watch?v=OH6QdxvQ2Mo

Este outro é bem mais rudimentar, mas que mostra informações importantes, que mostra o problema mais de perto, inclusive o impacto para as comunidades locais primeiro (depois vai afetar a nós como mostra o anterior...) - também está dividido em partes, em 3.
parte 1 - http://www.youtube.com/watch?v=kLxQjBsvQdo
parte 2 - http://www.youtube.com/watch?v=oysDR7sf5RU
parte 3 - http://www.youtube.com/watch?v=DRCoXLCeovc

Esse passou também no noticiário na TV : http://www.youtube.com/watch?v=pvDvNNGL2Uc

Saiba mais, visite o blog - http://sosaguasdoespinhaco.blogspot.com/

AUGUSTO PINOCHET GANHA NO CHILE

A vitória da direita chilena
Por Edu Guimarães

Quando li a comemoração do blogueiro da Globo Ricardo Noblat no Twitter por conta da vitória de Sebastián Piñera, candidato da direita na eleição presidencial chilena, não pude conter um sorriso. Naquele momento, antevi as comemorações análogas – e precipitadas – que infestarão a mídia nesta segunda-feira.

Essa comemoração da direita tupiniquim se baseia na premissa, a meu ver equivocada, de que a presidente chilena, Michele Bachelet, apesar de ter aprovação popular análoga à do presidente Lula não conseguiu transformá-la em votos para Eduardo Frei, candidato da “Concertación”, e isso significaria que, no Brasil, aconteceria o mesmo na eleição presidencial deste ano.

Antes de explicar por que essa visão é errônea, há que explicar por que a vitória de Piñera representa um grave retrocesso não só para o Chile, mas para a América Latina como um todo.
Reportagem da insuspeita revista Época publicada em dezembro último, esclarece que “Piñera está rodeado de ex-pinochetistas” e que “Um exemplo é o presidente do Senado, Jovino Novoa, da direitista União Democrata Independente. Novoa foi subsecretário-geral de governo de Pinochet entre 1979 e 1982, um dos períodos mais brutais da repressão.

Como se não bastasse, o presidente eleito do Chile é irmão de um ex-ministro de Pinochet, apesar de ter sido favorável ao plebiscito convocado pelo falecido ditador chileno que redundou em sua saída do governo do país em 1990, de maneira que o novo governo certamente estará infestado de adoradores de um dos maiores assassinos da história da humanidade.
Leitores me perguntam como é possível que o povo chileno, hoje o mais culto da América Latina, tenha cometido um erro dessa monta.

Primeiro, temos que entender que o Chile se dividiu quase que exatamente ao meio. Assim, não foi exatamente “o povo” que errou, mas uma parte dele. O problema é esse “quase”, que gerou o ponto percentual e pouco que pôs a assustadora direita chilena no poder de novo depois de duas décadas.

Os fatores que contribuíram para a derrota da “Concertación” chilena foram, basicamente, dois.
O primeiro fator foi a crise econômica mundial, que se abateu com força sobre o Chile porque este, à diferença do Brasil, depende, basicamente, de exportações, as quais representam quase metade do Produto Interno Bruto (PIB) daquele país – sendo o cobre e a vinicultura dois dos principais expoentes da pauta de exportações chilena. E como o comércio mundial naufragou...
Para que o leitor possa mensurar o tamanho do estrago que a crise produziu no Chile, o desemprego na capital do país, Santiago, onde vive quase metade da população, saltou para incríveis 12% (!).

Apesar de a aprovação da presidente Bachelet ser alta por conta de o esclarecido povo chileno entender as razões de a crise mundial ter sido mais grave em seu país e aprovar as medidas governamentais para contê-la, a propensão a querer mudanças aumenta quando uma economia vai mal.

O segundo fator foi a hesitação da esquerda chilena em apoiar o candidato democrata-cristão, mais próximo da centro-direita do que da centro-esquerda apesar de militar nesta corrente político-ideológica.

A direitinha brasileira deveria ter em conta que a presidente Bachelet, uma socialista, só declarou apoio a Frei dois dias antes do segundo turno, o que mostra toda a quilométrica diferença da política chilena para a brasileira, onde o popular presidente Lula já trabalha incansavelmente por sua candidata antes mesmo de a campanha eleitoral começar.

Todavia, não se pode ignorar que a vitória da direita em um país importante como o Chile terá influência, sim, na política latino-americana. Quanto será essa influência, ainda não se sabe. Contudo, acho que o resultado dessa eleição é muito pouco para essa comemoração toda que direita brasileira já ensaia.

15.1.10

O ÚLTIMO DISCURSO DA DRa. ZILDA ARNS

Leia abaixo a íntegra da palestra que Zilda Arns, médica e fundadora da Pastoral da Criança que morreu no terremoto no Haiti, preparou para apresentar no país. Segundo o filho Nelson Arns Neumann, Zilda fazia seu discurso quando as paredes da igreja em que estava desabaram.

O Último Discurso - Dra Zilda Arns

AGRADEÇO o honroso convite que me foi feito. Quero manifestar minha grande alegria por estar aqui com todos vocês em Porto Príncipe, Haiti, para participar da assembleia de religiosos. Como irmã de dois franciscanos e de três irmãs da Congregação das Irmãs Escolares de Nossa Senhora, estou muito feliz entre todos vocês. Dou graças a Deus por este momento.
Na realidade, todos nós estamos aqui, neste encontro, porque sentimos dentro de nós um forte chamado para difundir ao mundo a boa notícia de Jesus. A boa notícia, transformada em ações concretas, é luz e esperança na conquista da paz nas famílias e nas nações.

CONTINUE LENDO - aqui - http://www.folha.com.br/1001316

ADIB JATENE DENUNCIA OS FACTÓIDES DA MÍDIA

Foi ministro da Saúde do governo de Fernando Collor de Mello no início dos anos 90 e abandonou o cargo profetizando, meses antes da CPI do Orçamento: "Não dá para ficar. Meia dúzia de empreiteiras mandam neste país." Comportamentos como este fizeram do médico (que também foi secretário de Saúde de São Paulo, entre 1979 e 1982, e novamente ministro no governo FHC) unanimidade nacional. O idealizador da CPMF, o imposto da saúde, nunca foi filiado a nenhum partido, mas cumpriu muito bem seu papel em Brasília. "Foram boas experiências, mas hoje acho que o governo está muito perto dos ricos e não entende os problemas dos pobres".

(*) Quando a mídia distorce a verdade, discurso de rico, vira bandeira de pobre

A revista Carta Capital 578 – desta semana, traz um entrevista antológica, com o Dr. Adib Jatene, ex-ministro da saúde na primeira gestão FHC. Quem o entrevistou, foi o grande jornalista Mino Carta e seu editor chefe, Sérgio Lírio. Peço ao leitor, que sinta nesses trechos da matéria, o que anda por trás das decisões do poder, conjugado com poder judiciário e a mídia...

Sempre que vejo matérias, cujo protagonista é Adib Jatene, não deixo de me interessar, pois trata-se de uma figura respeitadíssima, pela sua competência técnica, e pela maneira desabrida e verdadeira pelas quais aborda os problemas, sempre dentro de um viés técnico, sem tecnicismos, fala numa linguagem clara e objetiva.

Mais uma vez, Jatene deixa claro que o grande desafio do próximo governo é garantir a verdadeira universalização do SUS (Sistema Único de Saúde), e reduzir o fosso entre setores público e privado. O orçamento do ministério hoje, segundo Jatene, deveria ser, no mínimo o dobro dos atuais (52 bilhões de reais).

Em vários pontos da entrevista, ele denuncia as mazelas dos bastidores do poder, e conta fatos, que somente comprovam aquilo que estamos vendo todos os dias nos meios de comunicação.

SOBRE O VOTO CONTRA A CPMF (e o poder da mídia)
Diz Jatene: Veja o poder da mídia. As classes patronais fizeram com que as pessoas que não pagavam e que eram beneficiadas pelo imposto ficassem contra a CPMF. Sabe porque essa sanha contra a CPMF?

Quando regulamentamos a contribuição, a Receita Federal foi proibida de cruzar a informação do Imposto de Renda, mas Everardo Maciel, então secretário da Receita, decidiu cruzar as informações e encontrou o seguinte: Dos cem maiores contribuintes da CPMF, 62 nunca tinham pago Imposto de Renda. Tinha microempresa (que por definição não pode movimentar mais que 120 mil reais por ano) que movimentava 100 milhões de reais). Aí permitiram cruzar as informações. O que aconteceu? A arrecadação federal passou de 6 bilhões, 7 bilhões de reais por mês para 22 bilhões. É evidente que gente que nunca pagou Imposto de Renda queria acabar com a CPMF. Aí fizeram um brutal campanha nacional (midiática) e convenceram até quem era beneficiado pelo imposto.

Leia aqui, no informativo Congresso em Foco - quem votou à favor e quem votou contra a CPMF. Leia também, no Último Segundo, a opinião de autoridades dos vários segmentos, sobre o fim da CPMF - clique aqui

Um episódio bastante ilustrativo, sobre a criação de uma faculdade de medicina a envolver o ministro Eros Grau, do Supremo Tribunal Federal.
Ele relata assim os fatos:

“Nos últimos 13 anos foram criadas 96 faculdades de medicina. Isso é um escândalo em qualquer lugar do mundo. Os EUA têm 131 faculdades, o Brasil, 178. Só que boa parte dessas escolas não tem hospital, ambulatórios para formar os alunos. Como pode isso?
Veja o exemplo de Franca (SP), que queria porque queria ter uma faculdade de medicina. Mandei à administração da cidade os seguintes dados: as regiões de Ribeirão Preto e Franca têm 2,68 médicos por mil habitantes. No estado de São Paulo, o índice é de 2.28 e no Brasil, de 1,07. As três faculdades de Ribeirão Preto oferecem 292 vagas, que dá uma vaga por 6 mil habitantes. Não precisa de outra faculdade na região”

O CASO EROS GRAU:
Uma instituição de Tocantins, decidiu abrir um escola (de medicina), em Pernambuco e escolheu Garanhuns. O Conselho Estadual de Educação autorizou, o que é inconstitucional, pois essa prerrogativa é do Ministério da Educação e Cultura. O MEC conseguiu uma liminar contra a autorização. Na véspera do vestibular, um desembargador de Pernambuco cassou a liminar e o vestibular foi realizado. O ministério recorreu ao STF para impedir o início do curso. Caiu nas mãos do ministro Eros Grau, o que ele disse? “Que não poderia conceder a liminar para não frustrar a expectativa dos alunos” – Fui falar com Eros Grau, e ele me respondeu: “É, mas estiveram aqui dois ou três políticos”. Expliquei a ele que a decisão era “inconstitucional” e ele retrucou: “Diga para o ministério me pedir uma reconsideração que eu faço, pois o meu despacho só valia para aquela turma”. Quer dizer, vão fazer um curso de medicina com uma turma só? E pior: já fizeram o segundo e estão indo para o terceiro vestibular.

(*) grifo meu

14.1.10

QUANDO O JORNAL É CÍNICO E MENTIROSO

Otavinho Frias Filho (dono do jornal Folha de S. Paulo) - escreveu em editorial no seu jornal em 17.03.2009 - que a ditadura militar brasileira (1964 - 1988) - foi uma "ditabranda"
Detalhe, foram assassinadas 144 pessoas, e 125 estão desaparecidas até hoje, ou seja, 269 pessoas e suas famílias, foram vítimas de uma covardia histórica, e até hoje, uma nação de duzentos milhões de habitantes, espera uma resposta - e o "dono do jornal" - escreve que isso foi "brincadeira de criança?".
O jornal dele forneceu inclusive caminhonetes para transportar presos políticos em parceria com a repressão, foi branda, pois ele estava do lado de lá, lendo Tolstoi, para se dizer hoje, um grande intelectual, critico de teatro, poliglota e (troglodita).

Choveram cartas à redação, protestando sobre o têrmo utilizado pelo rapaz, entre os mais ilustres, estavam o jurista Fábio Konder Comparato, e a economista Maria Victória Benevides, cujo primeiro, chamado pelo Otavinho, de "cínico e mentiroso" em editorial de 08.03.2009 - por nunca haver criticado a ditadura cubana. Deu um tiro no pé, uma vez que o jurista, comprovou que em primeiro de junho de 2004 - havia manifestado repúdico a ditaduras de esquerda com ao a de Cuba em carta, endereçada ao painel do leitor da Folha.

Fato esse, que para completar o cinísmo do jornal, em 15.03.2009 - o excelentíssimo Sr. Eduardo Lins e Silva, ombudsman do jornal, publicou "sua opinião" - sobre o assunto, óbvio, elogiando o jornal, pois ele não é pago por Otavinho, para escrever colunas, do ponto de vista do leitor, afinal, a tradução do têrmo "ombudsmam"- nada tem há ver com "leitor" - clique aqui, e leia na íntegra a opinião emitida.

Na época, o jurista, Konder Comparato, à duras penas, exerceu seu direito de resposta, porém se o fato fosse hoje, não poderia mais usufruir desse direito, pois o próprio acordão do STF diz que o direito de resposta continua válido. Sim, mas como ainda não foi regulamentado, simplesmente não há direito de resposta.

Então, jornais, se cercam de todas as benesses do Estado, inclusive o judiciário em seu absoluto favor, contratam meia duzia de sabujos da pior espécie, e seus factóides viram "verdade absoluta" - em detrimento dos interesses nacionais, e do cidadão, de ter acesso a notícia de maneira imparcial.

Clique aqui, e leia como a Folha, tratou o mesmo assunto (PNDHs), em 1996 - 2002 e 2010 - tudo de acordo com os interesses que a família Frias, nunca respeitando o leitor.

LEIA ABAIXO, A "OPINIÃO DO OMBUDSMAN"- e entendam o jogo de cinismo nas entre-linhas, como se tivesse sido, um grande feito do Otavinho e da Folha. Vamos aguardar, até quando, jornais, e jornalistas sabujos, vão continuar com essa farsa, de fingir que está informando, quando na verdade sua intenção é so desinformar.

São Paulo, domingo, 15 de março de 2009

No domingo, pela primeira vez que eu tenha memória, um jornal admitiu erro de opinião. Foi a Folha, neste episódio. Isso demonstra como avançou a relação entre imprensa e sociedade neste país.

A propósito, leitores registram que a "Nota da Redação" em resposta a carta de Fábio Konder Comparato em 20 de fevereiro continha erro factual. É verdade: ela dizia que Comparato não havia "até hoje" manifestado repúdio a ditaduras de esquerda como a de Cuba. Em 1º de junho de 2004, o "Painel do Leitor" publicou carta dele com críticas ao regime cubano.

13.1.10

"COMPANHEIROS"- PATRÕES & JORNALISTAS

Fonte: http://cloacanews.blogspot.com/

A ordem das fotos acima é aleatória. A seguir, atendendo a muitos pedidos, procedemos à identificação dos elementos. Sempre da esquerda para a direita:

Primeira fila:
Otávio Frias Filho, Mônica Waldvogel, Ricardo Boechat, Reinaldo Azevedo, Nélson Sirotsky, Arnaldo Jabor, Fernando Mitre

Segunda fila:
Diogo Mainardi, Eliane Cantanhêde, Alexandre Garcia, William Waack, William Bonner, Lucia Hippolito, Josias de Souza

Terceira fila:
Augusto Nunes, José Nêumane Pinto, Joelmir Betting, Merval Pereira, Clóvis Rossi, Miriam Leitão, Carlos Alberto SarDEMderg

Quarta fila:
Boris Casoy, Renato Machado, Roberto Civita, Ricardo Noblat, Ali Kamel (o ator)

11.1.10

QUANDO JORNALISTA CHAMA PATRÃO DE COLEGA (*)

Aproveitando a deixa, da pesquisa do leitor do blog do Nassif, que ficou no post anterior, e fui dar um lida apurada no PNDHs (Programa Nacional de Direitos Humanos), de FHC, e para o espanto deste humilde escriba, estava lá: "prevê a criação de lei para coibir violações aos direitos humanos nos veículos de comunicação" - que TODOS os jornalões, estão tentando "fabricar uma crise" - envolvendo, igreja, militares e óbvio, eles próprios - razão pela qual, "a crise" - é articulada por patrões, editores e jornalistas - todos "colegas"

Por conta disso, estão em bloco, criticando o presidente Lula, todos os dias nas primeiras páginas, em em quase todos os jornais noturnos, em especial o Jornal Nacional. A medida foi vista pelos barões da mídia (como sempre), sendo “ameaça à liberdade de expressão”.

Leia aqui, artigo do Blog Vi o Mundo: "Quando o Jornal Nacional defendia o PNDH de FHC.

FHC, em maio de 2002, final de mandato - lançou um programa que previa a instalação de um Conselho de Comunicação Social, nele continha a frase:“controle social sobre os meios de comunicação”, cuja finalidade era punir (sem dizer como), os veículos que violassem os direitos humanos.

Quem quiser ler o decreto 4.229, publicado em 13/05/2002 e revogado em dezembro do ano passado, pelo presidente Lula. Que pouco ou quase nada mudou no texto, no entanto, estão fazendo uma manobra "ardilosa" - para tentar fabricar uma crise que de fato, NÃO EXISTE, mas está dentro do desespero das eleições de 2010 - então, vale tudo.

(*) O título deste post, é uma alusão à frase predileta do jornalista Mino Carta, que diz: "O Brasil, é o único país do mundo, onde jornalista chama patrão de colega"

FOLHA DE SÃO PAULO PREGA GOLPE DE ESTADO

Caros Amigos Leitores,

Sei que as vezes, quem lê o blog, e os textos dos colegas blogueiros, pensam que fazemos uma campanha sistemática, contra os órgãos de imprensa, Estadão, O Globo, Veja, TV. Globo, e especialmente o jornal Folha de São Paulo.

Quero pedir a vocês, que leiam esse post, até o finalzinho, para que entendam sem rodeios, o que a Folha de S. Paulo vem fazendo. Isso tem nome, chama-se "apologia golpista" - que em sua tradução literal, chama-se, uma campanha aberta e deslavada, pregando um golpe de Estado, para derrubar o Presidente Lula, com mentiras diárias e ilações, tudo em nome da "liberdade de imprensa" - segundo eles o tempo todo ameaçada.
  1. Matéria de 14 de maio de 1996;
  2. Matéria de 14 de maio de 2002;
  3. Editorial de 10 de janeiro de 2010.
A Folha perdeu o pudor, e agora, inclusive em sua peça publicitária, há uma semana, veiculada na TV, onde "tenta" - vender assinaturas, ela prega: que você derruba até presidente e isso custa a bagatela de 29 reais por mês!!!! E toda imprensa em conlúio, fecha os olhos para uma barbaridade dessas!!!

O leitor Jefferson Nascimento, no blog do Nassif, foi pesquisar o noticiário da Folha de S. Paulo sobre os PNDHs (Programa Nacional de Direitos Humanos) - desde que surgiram no governo FHC, em 1996. Fez uma colheita significativa, que reproduzo abaixo.

Primeira encarnação:
Plano Nacional de Direitos Humanos I, governo FHC:

São Paulo, terça-feira, 14 de maio de 1996
Programa prevê valorização das minorias
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

O programa do governo prevê ações específicas e mudanças na legislação para valorizar as minorias da sociedade, como negros, mulheres, crianças, deficientes físicos, índios e idosos.

Segundo o plano, a Funai (Fundação Nacional do Índio) receberá recursos e será reorganizada para seguir com o processo de demarcação das terras indígenas. O governo também fará campanhas de esclarecimento e prevenção sobre a Aids e o uso de drogas.

Aulas
Os policiais terão aulas sobre os direitos humanos incluídas em sua preparação. Existe ainda um programa para coibir o uso de armas pelas pessoas. O tema também fará parte dos currículos escolares. O governo também quer punir televisões e rádios que transmitam programas que façam a apologia da violência e da discriminação.

O chefe de gabinete do Ministério da Justiça, José Gregori, afirmou que boa parte das 228 propostas do Plano Nacional de Direitos Humanos dependem da aprovação do Congresso Nacional.

Segunda encarnação:
Plano Nacional de Direitos Humanos II, governo FHC:

São Paulo, terça-feira, 14 de maio de 2002
DIREITOS HUMANOS

Em discurso, FHC ressaltou que o governo apóia o projeto que prevê a união civil entre pessoas do mesmo sexoSó 30% das medidas são para este ano
LEILA SUWWANDA
SUCURSAL DE BRASÍLIA

A menos de oito meses do final de seu mandato, o presidente Fernando Henrique Cardoso lançou ontem a segunda versão do Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH) com 518 propostas, das quais apenas 156 estão previstas para serem implementadas até o final deste ano.Além do PNDH 2, o presidente divulgou ainda na solenidade no Palácio do Planalto, para comemorar o dia da abolição da escravatura, outras oito iniciativas na área de direitos humanos.

As 156 propostas estão no chamado "plano de ação" -uma "seleção" feita pelo próprio Ministério da Justiça, que apresenta metas, órgãos responsáveis e orçamento. O plano servirá para que a comunidade fiscalize a execução dos projetos e é uma resposta às críticas de que o PNDH 1, lançado em 1996, era apenas "de boas intenções".No total, os programas devem consumir R$ 26 bilhões.

Pelo menos três das propostas mais polêmicas do novo PNDH podem ficar para o próximo governo. São elas: o apoio à união civil entre pessoas do mesmo sexo, a criação de uma política de adoção de crianças sem discriminação por orientação sexual e a instituição de medidas compensatórias para afrodescendentes.Isso significa que algumas das iniciativas mais celebradas pelos movimentos negro e gay devem ficar para o próximo governo.

Quanto à união civil, FHC ressaltou em seu discurso a recomendação para que o governo apóie o projeto em tramitação no Congresso (leia texto nesta página), mas não há previsão de data para que ele seja votado.

Entre as medidas previstas que devem ser implementadas neste ano estão algumas que dependem de outros ministérios -além do da Justiça- e de outros Poderes, como o Ministério Público. Um exemplo: assegurar a universalização do acesso à saúde pelo SUS (Sistema Único de Saúde).Para Luiz Mott, presidente do Movimento Gay da Bahia, o PNDH 2 avança porque inclui os homossexuais. Mas Mott reclamou que o presidente não utilizou a palavra "homossexual" em seu discurso. "Ainda é um tabu para presidentes", disse.O combate à intolerância religiosa e a proibição de propagandas racistas, xenófobas, que difamam religiões e que incitam ódio contra valores espirituais também são metas do PNDH 2 que ficaram para mais tarde. Outra medida prevista no programa nacional é a política de estímulo à adoção de crianças e adolescentes sem discriminação por gênero, raça e orientação sexual, o que permitiria, por exemplo, a adoção por homossexuais ou solteiros.

Outras iniciativas
Juntamente com o lançamento do PNDH 2, o presidente divulgou a criação de um grupo para implantar um sistema de cotas para minorias em órgãos do governo federal.

O decreto assinado por FHC determina que, em 60 dias, seja definido o sistema de cota mínima para a contratação de negros, mulheres e deficientes físicos no serviço público federal terceirizado e em cargos de confiança.O grupo vai definir o percentual da cota e como ela será implantada. Atualmente, há cotas de 20% para negros nos ministérios da Justiça e do Desenvolvimento Agrário, de 20% para mulheres e de 5% para deficientes.

Terceira encarnação:
Prestem atenção, e entendam como os Frias (donos da Folha de S, Paulo), deturparam tudo, de acordo com seus interesses.

Plano Nacional dos Direitos Humanos III, governo Lula:

São Paulo, domingo, 10 de janeiro de 2010
Editoriaiseditoriais@uol.com.br

Direitos humanos Documento do governo erra ao tentar doutrinar a sociedade e insuflar divisões em temas que exigem busca de consenso

IMPRESSIONA a latitude do espectro de temas, planos e diagnósticos do 3º Programa Nacional de Direitos Humanos, divulgado há três semanas pelo governo Lula.De imediato criticado pelos comandantes militares, que o qualificaram de "insultuoso, agressivo e revanchista", o documento recebe agora críticas também de setores da Igreja Católica e de representantes do agronegócio. Isso por propor, além da criação de uma "comissão nacional da verdade", com o objetivo de examinar as violações de direitos humanos durante a ditadura, a descriminalização do aborto e a "regulamentação" dos mandados de reintegração de posse -no intuito de proteger invasores de terra.

Temas como o Estatuto do Índio, a taxação de grandes fortunas e os "impactos da nanotecnologia" foram incluídos.

Além disso, uma facção que não convive bem com a crítica mais uma vez se aproveita de sua posição no governo para apregoar o controle da imprensa. A ideia é "elaborar critérios de acompanhamento editorial" a fim de criar um ranking de veículos supostamente comprometidos com a doutrina enunciada no documento.

É fato que a definição do que sejam direitos humanos tem conhecido ampliação constante desde sua votação pela Assembleia Nacional francesa em 1789, abrangendo, ao longo do século 20, também os direitos sociais e a proteção de minorias. Seria assim possível arguir que todos os temas tratados no texto se relacionam, em última instância, com o título que os encabeça.

Ao reuni-los numa única e ampla carta de intenções, no entanto, o documento avança sobre a competência de várias áreas do governo, além do Legislativo e até do Judiciário. Essa desmedida atropela os trâmites democráticos e dificulta o encaminhamento de discussões específicas.

Se interessa ao governo, por exemplo, encampar a cabível discussão sobre a descriminalização do aborto, compete-lhe mobilizar sua base e tentar aprovar um projeto de lei no Congresso.

Agrupadas de forma indistinta, com apelos vagos à mobilização de diferentes esferas de governo, tais iniciativas servem apenas como uma compensação retórica a grupos de interesse específicos, muitos deles derrotados pelos fatos ou pelas escolhas políticas da administração petista.

Ao mesmo tempo em que cabe ao governo apresentar com clareza suas opções e usar as vias políticas adequadas para tentar aprová-las, não se justifica o uso oportunista de posições de Estado para ditar programas que, na sociedade civil, estão longe de angariar consenso. Como tem sido típico no governo Lula, confunde-se, mais uma vez, a lógica militante de partidos, sindicatos e ONGs com a ética da responsabilidade, que deveria prevalecer no trato da coisa pública.

Revive-se, em microcosmo, uma das piores tradições do esquerdismo, derrotada no decurso do século passado. Um grupo diminuto se elege senhor da razão e da história e se julga no direito de impingir suas posições à população.Tais investidas terão escassa, para não dizer nenhuma, consequência prática, e esse não deixa de ser um indicador de que a sociedade brasileira amadureceu.